5 livros de história e viagens que mostram o que é perrengue de verdade

Atualizado: Abr 9


Já imaginou caminhar mais de 8.000 Km totalmente nu por uma terra desconhecida? Ou que tal atravessar um oceano em uma embarcação de palha sem qualquer tipo de motor? E se, por acaso, você fosse sequestrado por índios canibais e vivesse com eles por quase 1 ano?



Bom, tudo isso são relatos reais de alguns viajantes do passado, que se aventuraram em épocas e ocasiões diferentes pelo mundo e com muito menos recursos em comparação aos dias atuais. Esses aventureiros foram fundamentais para recontar boa parte da história dos países e regiões que passaram e permitiram deixar relatos incríveis e inacreditáveis de seus “perrengues”.

Por isso, nós preparamos uma lista bem legal com 5 livros de história que contam um pouco dessas aventuras do passado, com seus perrengues e apertos pelos roteiros. Bora conferir?

1. Duas Viagens ao Brasil – Hans Staden


Hans Staden foi um mercenário alemão que se aventurou duas vezes pelo Brasil, pouco mais de 50 anos após a “descoberta” de nossas terras pelos portugueses, ou seja, em uma época ainda bem selvagem.

No entanto, a segunda aventura do alemão é a mais fantásticas de todas. Após um naufrágio nas proximidades de Santa Catarina, os sobreviventes do navio perambularam pelas matas e florestas por meses, até conseguirem chegar a região de São Vicente em SP, onde os portugueses já haviam dominado e compartilhavam suas rotinas com os seus aliados tupiniquins.



Próximo dali, na região de Ubatuba, os tupinambás, ferrenhos inimigos dos tupis, realizavam frequentes ataques a São Vicente e, numa dessas, encontraram o alemão Hans Staden dando sopa na mata. Resultado: o sequestraram e levaram-no para suas aldeias, onde ele pode ver, de perto, todos os rituais “canibalísticos” desses índios e registrar em seu fabuloso livro “Duas Viagens ao Brasil”.

Para saber como o alemão se livrou dessa, mesmo tendo que conviver 9 meses com os selvagens e sob o risco de ser devorado, caia dentro dessa leitura alucinante!

LINK DO LIVRO NA LOJA

2. Cabeza de Vaca – Paulo Markun

Sem dúvidas, um dos livros de história mais fascinantes de todo o continente americano. Cabeza de Vaca era o apelido do conquistador espanhol Alvar Nuñez e podemos dizer que o mesmo era um tanto quanto azarado.

Ele teve uma passagem importante pelo Brasil, sendo considerado o primeiro homem branco a ter visto as gigantescas Cataratas de Foz do Iguaçu e um dos europeus a terem percorrido (pelo menos em parte) o famoso caminho do Peabiru, saindo do litoral catarinense e chegado a pé até o Paraguai.

Mas calma, por que antes disso tiveram “perrengues” muito mais alucinantes que esses. Em uma viagem anterior, Alvar Nuñez teria enfrentado um forte furacão no Caribe e que teria causado o naufrágio de sua embarcação na costa da Flórida, nos EUA. O resultado foi que Cabeza de Vaca e mais outros sobreviventes se viram perdidos e em farrapos numa terra desconhecida, onde se transformaram de escravos à xamãs dos indígenas locais.

O mais incrível é que durante essa aventura, os caras percorreram mais de 8.000 Km a pé, dos EUA até a atual Cidade do México, e praticamente nus. Uma leitura fantástica para quem ama história e viagens (com direito a muitos perrengues).

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3. Peabiru. Uma aventura Quinhentista – Marcos Cruz Alves

A gente já escreveu um post sobre o Caminho do Peabiru, uma rede de trilhas incríveis que interligavam diversas regiões de todo o continente sul-americano, partindo de SP até o Cusco, no Peru.

De acordo com relatos e registros históricos, o espanhol Aleixo Garcia, teria sido o primeiro europeu a percorrer o caminho do Peabiru, acompanhado de diversos índios Carijós e chegado onde hoje se encontra Potosi, na Bolívia. Lá teria saqueado ouro e prata, após um confronto com os Incas.

Na volta, para completar o perrengue da viagem, o espanhol teria sido morto pelos índios payagás no meio do caminho, mas muitos de seus acompanhantes resistiram e voltaram ao litoral paulistas munidos de peças de ouro e prata, o que comprova a saga pelo caminho do Peabiru.

Nesse livro de história, é possível conferir este e muitos outros relatos que ajudam a desvendar essa rede de trilhas fantástica que cortavam todo o nosso continente.

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4. A expedição Kon-Tiki - Thor Heyerdahl

Outro livro de história fascinante para aqueles que amam uma aventura é o relato da expedição Kon-Tiki, feita por Thor Heyerdahl e alguns outros amigos (igualmente doidos). Thor foi um explorador e geólogo norurguês, que defendia a teoria de que a América teria sido inicialmente ocupada por povos polinésios e que esses teriam chegado ao Peru, navegando com embarcações típicas de “palha” e se guiando apenas pelas correntes marítimas.

Como ninguém deu muita atenção à sua teoria na época, Thor Heyerdahl resolveu provar por conta própria e, em 1947, montou uma embarcação no mesmo formato e se jogou no Oceano Pacífico, sem nenhum tipo de motor. Apesar de sua teoria até hoje não ser aceita, o cara conseguiu comprová-la e cruzou o Oceano Pacífico a bordo de um barco rústico e com um roteiro repleto de perrengues e aventuras.

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5. Vinte Luas – Leila Perrone-Moisés

Sabia que o primeiro brasileiro a viajar a Europa foi um índio Carijó, de Santa Catarina? Bom, é claro que durante as incursões europeias no Brasil, diversos indígenas foram levados à força para o continente frio, seja como escravos, seja apenas como provas da existência de humanos no Novo Mundo.

O fato mais curioso desse livro de história, é que nesse caso, o índio viajou com o aval de seu pai, cacique da tribo e em uma relação de amizade com o navegador francês Binot de Gonneville. O explorador teria chegado ao litoral catarinense em 1503, ou seja, logo após a “descoberta” do Brasil e ter sido muito bem recebido pelos índios Carijós, que viram os europeus como deuses poderosos.

Com isso, o cacique da tribo permitiu que seu filho, Içá-Mirim, partisse com a expedição francesa, com o intuito de aprender e absorver seus conhecimentos, retornando ao Brasil após o prazo de 20 luas.

E lá partiu o pequeno Essomericq (nome afrancesado que ganhou dos navegadores) para uma viagem que mudaria sua vida pra sempre. Quase chegando à França, o navio foi atacado por embarcações piratas e afundado. Binot de Gonneville, assim como o índio, conseguiram sobreviver e nadar até as terras.

Sem a embarcação e sem mais patrocínios para retornar ao Brasil, o pequeno índio Carijó teria sido “adotado” para sempre pelo navegador e casado com um de suas filhas, vivendo na França até os seus 95 anos.

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Curtiu as dicas desses livros de história e viagens com direito a muitos perrengues? Então, compartilha nas redes e já marca aqueles amigos que acham ter passado por algum aperto viajando!

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